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Sessão Fotográfica na Doca das Fontainhas

  • 15 de jan. de 2017
  • 2 min de leitura

Há fins de tarde que saímos para fotografar, uma tarde magnifica e depois aparece uma nuvem, tapa o sol e acabou por ali a sessão fotográfica. O mais caricato foi uma vez em Sines, vem o sol todo contente por ali a baixo, nada de nuvens no horizonte, mas um belo navio resolve levantar ferro e pôr-se em marcha. Tapou por completo o sol no momento que este atravessa a linha do horizonte.

Também há aquelas tardes em que vou ficando sentado na secretária, sem saber onde ir fotografar. Esta, a tarde de Domingo dia 15 de Janeiro de 2017, esteve quase para ser uma dessas tardes.

Já passava das 17:00 não sei bem porquê, levantei-me peguei na máquina e disse, vou até à doca das Fontainhas.

A Doca das Fontainhas ou Doca do Comercio, foi construída a nascente para albergar as embarcações da comunidade piscatória das Fontainhas e mais tarde Bairro Santos Nicolau. Esta gente maioritariamente oriunda da zona de Aveiro, migrou para Setúbal por volta do Séc XVII. Agora a doca está convertida numa marina, com passadiços de acesso às embarcações, na zona central o porto dos Ferryboat entre Setúbal e Tróia, uma zona com embarcações tradicionais, composta por um Iate de Setúbal e três Galeões do Sal. Mas tempos houve que as embarcações agora tradicionais, eram as actuais e que delas dependia uma grande parte do comercio da cidade.

Ainda recordo quando era pequeno, o grande número de pequenas embarcações de pesca, características desta doca, fazendo lembrar as embarcações dos pescadores de Aveiro (há coisas que nunca se perdem), muito diferentes das embarcações de pesca da doca dos pescadores situada a poente. À volta da doca havia uma cintura de caixas, cada uma de sua cor, onde os pescadores guardavam os seus apetrechos de pesca.

Tudo isso acabou, mas não foi por isso que a beleza daquele porto de pesca foi afectado, já não tem o aspecto pitoresco das caixas coloridas, as embarcações que faziam quase que um anel interior presas entre si e às fixações na muralha, num emaranhado de cabos que custa a perceber como não empeçava tudo.

A doca das Fontainhas que existe agora tem outra beleza e eu por ter tomado a decisão de me levantar da secretária na hora certa, tive o privilegio de a poder registar. (Fotos)


 
 
 

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