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Sessão Fotográfica Por do Sol junto à embarcação Recordação

  • 13 de jan. de 2017
  • 2 min de leitura

Ainda recordo a excitação do primeiro dia de praia depois do inverno. Lembro-me de estar na cama e pensar que quanto mais depressa adormecesse, mais rapidamente chegava a hora de levantar.

A nossa praia era sempre a Tróia, lembro-me de chegar ao Jardim à Beira Mar e nos dirigirmos à Asa do Avião, edifício onde funcionava a bilheteira, para comprar os bilhetes.

Depois era ir para a fila, que durante a semana era pequena. Esperávamos ansiosamente a chegada do barco e finalmente lá entravamos.

Recordo ainda o cheiro daquelas embarcações, um misto de mar e alcatrão da calafetação. Gostava de ir espreitar o motor, que ficava na cota inferior, para mim era fascinante ver que ainda havia um piso inferior. Ficava ali a observar o operador a executar as ordens que vinham da ponte, o famoso trrrim trrrim que dava a indicação ao operador para manobrar a máquina. Tudo era fascinante, quem sabe se foi dali que nasceu o gosto pelas máquinas.

Outras vezes a viagem era à janela a contar alforrecas ou então no dia seguinte ao fogo de artificio que havia no final da Feira de Santiago, era a contar as canas que se encontravam a boiar.

Hoje vim encontrar uma destas embarcações, abandonada, já com rombos no casco e grafitada. Para mim foi como se fosse desrespeitada e lhe tivessem retirado a sua dignidade de outrora. Gostava de poder ir a bordo, poder sentir os cheiros que recordo da infância, olhar para o seu motor, se é que ainda lá está, mas as portas são altas e a minha condição física ainda não permite certas aventuras.

Fica a sessão de fotografia, onde me deixei levar pela magia do sol a descer no horizonte, junto à velha embarcação, tendo como fundo o rio tantas vezes por ela cruzado.


 
 
 

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